Maior participação da mulher nos espaços de poder e decisão

Há uma evolução da participação feminina na sociedade. É inegável. O termo “womenomics” vem sendo utilizado desde a última década para conceituar essa crescente influência do poder decisório da mulher globalmente. As decisões de consumo da mulher, que já representam 3/4 de todos os gastos em mercados consumidores, segundo pesquisas da Euromonitor em 2007, irão influenciar novos padrões de consumo e as tendências em setores como alimentação, saúde, serviços financeiros, educação.

Observa-se a contribuição do maior empoderamento da mulher para o desenvolvimento do capital humano e de que a redução da desigualdade de gênero pode ter um impacto mais direto sobre o crescimento econômico. Estudos do Instituto Global Markets de Pesquisa do Grupo Goldman Sachs indicam que, à medida que a renda da mulher aumenta, o ano de ingresso de filhos na escola se antecipa, a nutrição familiar melhora, entre tantos outros indicadores de melhoria de bem-estar social. Igualdade de gênero e crescimento econômico formam, portanto, um círculo virtuoso que pode contribuir para um desenvolvimento com maior justiça social em nosso país.

No entanto,  há ainda, pelo mundo afora, barreiras culturais invisíveis e dificuldades à ascenção profissional em muitas áreas. Há muitas desigualdades de mobilidade profissional entre os sexos no Brasil. Assim, é cada vez maior a necessidade de democracia de gênero, com a participação da mulher na ciência, na política, no mundo empresarial, enfim, ocupando espaços de liderança e poder na sociedade.

Segundo um censo realizado em 2008 pelo CNPq/MCT, já representamos 49% dos pesquisadores cadastrados e lideramos 45% dos grupos de pesquisa no país. No poder executivo no Brasil, tanto em nível federal, estadual ou municipal, ainda estamos sub-representadas. No legislativo, temos apenas cerca de 10%  de mulheres na Câmara dos Deputados e no Senado. Entre as cem maiores empresas brasileiras, nenhuma tem uma mulher na presidência, é o que revela um levantamento publicado na “Folha de S. Paulo”, em 08/11/2009, baseado em dados “Melhores & Maiores” da revista “Exame”.

Os resultados da Pesquisa GEM 2008 – Global Entrepreneurship Monitor, realizada pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), com patrocínio do Sebrae e do Sesi-Senai, e coordenação internacional da London Business School, do Babson College, revelam, por outro lado,  que a questão do gênero no empreendedorismo no Brasil apresenta cada vez menor desigualdade. Em 2008 não houve diferença significativa entre a porcentagem de homens e mulheres que empreendem: a taxa de empreendedorismo dos homens ficou em 54% e a das mulheres em 46%.

As distâncias econômicas, sociais e culturais entre homens e mulheres estão diminuindo, mas é preciso diminuí-las ainda mais.

Sites relacionados ao assunto

“Women´s Leadership Fund” – Fundo de Liderança da Mulher, o primeiro fundo de investimentos, criado na Suíça por indivíuos e organizações de todo o mundo atuantes em rede, que utiliza critérios de gênero no momento de decidir em qual empresa deve orientar seus investimentos: http://www.womensleadershipfund.com/

Prêmio SEBRAE Mulher de Negócios – iniciativa que objetiva valorizar e estimular o empreendedorismo feminino, em parceria com a BPW – Brasil (Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil), a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – SPM, e o apoio da Fundação Nacional da Qualidade – FNQ: http://www.mulherdenegocios.sebrae.com.br/default.aspx

Mais Mulheres no Poder – portal que coordena a Campanha “Mais Mulheres no Poder: Eu assumo este compromisso!, que nasceu da iniciativa do Conselho Nacional de Políticas para as Mulheres, do Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O portal traz notícias, estudos, estatísticas e entrevistas sobre o assunto, em sintonia com as propostas do capítulo V do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, que visa a autonomia, empoderamento e estímulo à ampliação da participação feminina nos cargos de decisão no Executivo, Legislativo e Judiciário, nos partidos políticos, nas empresas públicas e privadas e em entidades representativas de movimentos sociais. O objetivo é promover uma ação transformadora de estruturas de poder e das instituições, assim como de cultura e mentalidade que gerem novas relações sociais entre mulheres e homens: http://www.maismulheresnopoderbrasil.com.br/

Women Watch: UN Information and Resources on Gender Equality and Empowermenthttp://www.un.org/womenwatch/

United Nations Development Programme Women´s Empowerment – http://www.undp.org/women/

 

Pela ética na política já!

Acredito que a Campanha Ficha Limpa, iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) contra a candidatura de políticos em débito com a Justiça, pode ser uma forma mais organizada de nós cidadãos participarmos mais diretamente desse processo, cobrando a aprovação do Projeto de Lei na Câmara dos Deputados.

A Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008 com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país. Para isso, foi elaborado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos que pretende tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidades, ou seja, de quem não pode se candidatar. O PL de iniciativa popular precisa ser votado e aprovado no Congresso Nacional para se tornar lei e passar a valer em todas as eleições brasileiras. No dia 29 de setembro, o MCCE entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer,  o Projeto de Lei de iniciativa popular, junto com 1 milhão e 300 mil assinaturas o que corresponde à participação de  1% do eleitorado brasileiro. O PL já foi protocolado na mesa da Câmara e iniciou seu processo de tramitação na Casa, que será acompanhado de perto pelo MCCE.

O Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos pretende:

  • Aumentar as situações que impeçam o registro de uma candidatura, em virtude de crimes graves e desvio de verbas públicas.
  • Estender o período que impede a candidatura, que passaria a ser de oito anos.
  • Tornar mais rápidos os processos judiciais sobre abuso de poder nas eleições, fazendo com que as decisões sejam executadas imediatamente, mesmo que ainda caibam recursos.

Sites relacionados ao assunto

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) – Informações e notícias sobre o movimento. São três os eixos de atuação do MCCE: 1. Fiscalização: assegurar o cumprimento da Lei 9840 por meio do recebimento de denúncias, acompanhamento de processos e encaminhamento de representações junto aos órgãos competentes; 2. Educação: contribuir para a consolidação de uma consciência dos eleitores de que “voto não tem preço, tem conseqüências”. Para isso, podem ser realizados encontros, palestras e seminários; 3. Monitoramento: monitorar as ações do parlamento brasileiro em relação à Lei 9840, como também o controle social do orçamento público e da máquina administrativa, objetivando evitar desvio de recursos com finalidades eleitorais: http://www.mcce.org.br/

Por um Planeta Vivo, Harmônico e em Paz

Faço parte da mudança

Marcha da Sociedade Civil

Marcha da Sociedade Civil

Sou colaboradora do Greenpeace, uma organização global e independente que atua para defender o ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos.

Ao contribuir financeiramente com o Greenpeace, participo da luta pacífica por um futuro melhor.  Por não aceitar dinheiro de empresas, governos ou partidos políticos, a contribuição individual é fundamental para garantir a continuidade e a independência do trabalho que a entidade desenvolve.  Ao tornar-me uma colaboradora, estou dando voz aos problemas ambientais de nosso país.

Greenpeace Brasil: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/

Greenpeace International: http://www.greenpeace.org/international/en/

Participação do Brasil no Movimento Fairtrade Towns (Cidades de Comércio Justo)

Uma “Cidade de Comércio Justo” é uma comunidade, cidade, estado ou região que assume um compromisso de apoiar o Comércio Justo. Trata-se de um movimento global que congrega pessoas e organizações (governos locais, escolas, empresas, organizações comunitárias, ativistas, consumidores, etc) em todo o mundo, o qual busca fazer a diferença na vida de produtores e trabalhadores de países em desenvolvimento a partir da decisões de consumo mais consciente, promovendo a inclusão econômica, social e comercial dessas comunidades.

E o que é, afinal, Comércio Justo (Fairtrade)? O Comércio Justo é uma modalidade de comércio que busca garantir os direitos dos (das) produtores (ras) e consumidores (ras) nas relações comerciais, fortalecendo a cooperação entre produtores–comerciantes- consumidores – os três grandes elos dessa cadeia – e suas respectivas organizações para aumentar a viabilidade, reduzindo riscos e dependências econômicas. Tem tudo a ver com o desenvolvimento sustentável e a justiça social, pois é baseado em princípios de autogestão, equidade de gênero, étnica e de gerações; remuneração justa do trabalho, eliminação do trabalho infantil; valorização e preservação do meio ambiente, com ênfase na produção de produtos de base agroecológica e das atividades do extrativismo sustentável.

Apesar do Brasil já ter um movimento relativamente bem organizado de Comércio Justo, com instituições, entidades, grupos e práticas voltadas ao seu fortalecimento, a participação do nosso país no Movimento Fairtrade Towns poderia, na minha opinião, alavancar e disseminar esse processo de forma mais ampla, expandindo-o para além das fronteiras de instituições especializadas. São atualmente dezoito países que têm este movimento organizado:

1. Austrália
Fair Trade Communities
neil@fairtrade.com.au

Sites relacionados ao assunto

Fair Trade Town Movement – Site do movimento.  Uma cidade se torna Fair Trade Town a partir do atingimento de cinco metas, auditada por meio de processo de certificação externo: 1. câmara municipal aprova resolução que estabelece o uso de produtos de comércio justo (em encontros, escritórios e cantinas, por exemplo); 2. Uma gama de produtos de comércio justo estão disponíveis para compra localmente; 3. Escolas, empresas e organizações apoiam comércio justo e os utilizam; 4. Cobertura de mídia local, campanhas e iniciativas que sensibilizem e conscientizem a comunidade local sobre os benefícios do comércio justo; 5. Comitê de Comércio Justo é criado e oficializado com ampla representação de atores locais para coordenar ações e o alcance de metas ao longo dos anos. Veja detalhes: http://www.fairtradetowns.org/

Faces do Brasil – Plataforma de Articulação do Comércio Justo e Solidário – O Faces do Brasil é uma plataforma de entidades e atores do movimento do Comércio Justo e Solidário que trabalha na articulação política e institucional, na promoção do conceito e na geração de conhecimentos, e em estratégias de comercialização e consumo solidários: http://www.facesdobrasil.org.br/

 

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