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de-maos-dadasHá muito, o 8 de Março deixou de ser um dia de defesa de direitos da população do sexo feminino e se transformou numa data para tratar de questões sob perspectiva de gênero, englobando raças, cores, idades, credos, com deficiência, mulheres trans, mulheres lésbicas, enfim, todas. Mas a igualdade de gênero está longe de ser alcançada.

É injustificável que, no século XXI, as brasileiras apresentem geralmente nível de escolaridade maior que o dos homens e recebam 29% menos (IBGE-2010) ou sejam preteridas em cargos de chefia, mesmo com qualificação superior à do escolhido. Essa realidade não traduz o potencial da mulher brasileira, que ousa, cria e empreende.

As mulheres são, por exemplo, a maioria (54%) entre os mais de 730 microempreendedores que obtiveram quase R$ 10 milhões em microcrédito, concedido pelo Governo de Brasília neste ano.  Em cursos da Fábrica Social (construção civil, produção de alimentos e outros), 80% dos inscritos são mulheres.

A promoção da autonomia financeira é também porta de saída de situações de vulnerabilidade social. Infelizmente, mulheres ainda são alvo de crimes e abusos – às vezes, pelo simples fato de serem mulheres. Os agressores não se intimidam sequer com a severa Lei Maria da Penha. Na capital do país, pelo menos uma mulher é vítima de violência doméstica por hora, são mais de 1.100 por mês, 13 mil por ano. E por mês uma delas sofre feminicídio – quando a morte é causada por conta do gênero.

A mulher vítima de violência conta com uma rede de apoio no DF: os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceam), os Núcleos de Atendimento à Família e aos Autores de Violência Doméstica (NAFAVDs), as Casas Abrigo, as unidades móveis e a Casa da Mulher Brasileira. E, a partir de abril, um projeto piloto garantirá a 100 mulheres sob medida protetiva judicial acionar um “botão” de segurança e serem atendidas com urgência.

Priorizar o atendimento a mulheres, inseri-las no mercado de trabalho, promover políticas que evitem a violência doméstica e o feminicídio são essenciais para construir uma sociedade igualitária.

(*) Publicado originalmente em 08/03/2017 em www.metropoles.com/ponto-de-vista/vamos-lutar-por-uma-rede-de-protecao-para-as-mulheres-do-df

andré borges - agência brasília

andré borges – agência brasília

Em março, no período de 13 a 27, ocorrerá em Nova Iorque a 61a. Sessão da Comissão sobre a Situação das Mulheres. Neste ano, o tema central é o empoderamento econômico das mulheres no mundo do trabalho em transformação. Acredito que esta é uma questão fundamental para o pleno alcance dos direitos das mulheres e para que tenhamos um mundo com equidade de gênero para valer.

A trajetória de mulheres que alcançam empoderamento econômico começa muito antes, no entanto. Começa com meninas tendo acesso a educação de boa qualidade. E tem sustentação, principalmente para aquelas mulheres em situação de maior vulnerabilidade, com políticas sociais – dentre outras – como acesso a creches, onde possam deixar seus filhos em segurança. Continue lendo »

 

Mihaela Noroc

                                                             Mihaela Noroc

Um lugar arriscado para se nascer menina. Assim é classificado o Brasil, infelizmente, em um estudo recente da ONG Save the Children.

Indicadores como casamento antes dos 18 (35,6%), gravidez na adolescência (67.3 por mil nascidos vivos), mortalidade materna (44 por cem mil nascidos vivos), conclusão do estudo secundário (65% na escola até os 16) e representação das mulheres no Parlamento (9,9%) nos levaram a ocupar a 102ª posição em um ranking de 144 países listados entre os piores para as meninas.

Existem inúmeras barreiras para que as meninas brasileiras alcancem seu potencial pleno. Três são barreiras-chave segundo o estudo: casamento na infância; acesso restrito a serviços de qualidade em educação e saúde; e falta de participação de meninas nas esferas públicas e privadas. Um dos preditores mais fortes de melhoria de resultados de saúde de um país, por exemplo, é a conclusão de estudos secundários por garotas.

É preciso apoiar a maior participação de meninas como agentes de mudança. Precisamos romper esse ciclo de desigualdades que se perpetuam historicamente. Precisamos começar mais cedo a criar os espaços e mecanismos para engajamento e reconhecimento de meninas e meninos em ações cívicas e decisões da esfera pública. Esta pode ser uma estratégia importante para mudar esse quadro.

 

 

Mulheres_Maria Objetiva_CC BY-SA

Mulheres_Maria Objetiva_CC BY-SA

Após uma década de realização do ranking global sobre paridade de gênero elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa um incômodo 85º.  lugar na edição 2015 (http://reports.weforum.org/global-gender-gap-report-2015/economies/#economy=BRA), entre os 145 países pesquisados. Estamos muito distantes dos melhores posicionados no ranking, como Islândia, Noruega, Finlândia, Suécia e Irlanda, que eliminaram mais de 80% das suas disparidades de gênero.

Na América Latina, ficamos atrás da Bolívia, Barbados, Chile, Cuba, Equador, Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, México, dentre outros países.

Na avaliação, os pontos fortes do País estão na educação e na saúde. De fato, o Brasil está entre os únicos 10 países pesquisados (Austria, Bahamas, Brasil, França, Finlândia, Guiana, Letônia, Lesoto, Nicarágua, e Namíbia) que eliminaram 100% de disparidades em ambas as áreas. Como pontos fracos, porém, estão a participação econômica e o empoderamento político das mulheres brasileiras. Continue lendo »

marcos vicentti

marcos vicentti

No Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, desejo homenagear os milhões de empreendedores dos pequenos negócios brasileiros. Com sua incrível capacidade de gerar empregos e contribuir para o desenvolvimento local, o segmento passou – para alegria de todos que, como eu, abraçaram essa causa há muitos anos – a ser alvo de políticas públicas diferenciadas. Acompanhando esse cenário de mudanças favoráveis, trabalhar com pequenos negócios e com empreendedorismo, uma atividade antes pouco compreendida pelas pessoas, ganhou uma maior visibilidade e adesão na sociedade.

As mulheres empreendedoras, em meio a um contexto mais favorável aos pequenos negócios, estão ocupando um espaço cada vez mais relevante. Já lideram a abertura de maior parte dos novos negócios no país, à frente de 52% dos empreendimentos com três anos ou menos.

Portanto, neste dia que marca muitas conquistas e avanços, quero reconhecer todos que acreditam, apoiam e lideram os pequenos negócios brasileiros na pessoa da empreendedora Kelly Katiane. Ela é cabeleireira, dona de um salão de beleza no Acre, e aparece na foto lavando o cabelo de uma cliente na canoa, em plena situação de calamidade pública por conta da enchente do rio Acre, em Rio Branco, em março passado. A história de Kelly Katiane ganhou notoriedade em matérias online com essa inusitada imagem que, por si só, mostra de forma eloquente como a capacidade empreendedora pode ir mais longe, diante de obstáculos e desafios.

Muito se fala da importância de empreendimentos inovadores, quase sempre tomando como referência o uso de tecnologias. A emblemática história de Kelly Katiane desmistifica essa noção, mostrando o potencial do empreendedorismo feminino, e que é possível, mesmo para um empreendimento tão pequeno, com tão poucos recursos financeiros, fazer inovação com baixos investimentos, porém com altas doses de coragem, criatividade, iniciativa, senso de oportunidade e ousadia. Quantas “Kelly Katianes” estarão fazendo a diferença em suas comunidades? Tenho convicção que muitas. Como poderemos ajudá-las a irem mais longe ainda?

plan.org.br

plan.org.br

Que notícia promissora! Duas adolescentes brasileiras, Irlane e Luiza, ambas de 17 anos, foram escolhidas por meio do Projeto Essa é a Minha Vez!, da ONG britânica Plan International no Brasil  (https://plan.org.br/node/1934), para representar as meninas brasileiras na Assembléia Geral da ONU, no mês de setembro.

Irlane (maranhense, de saia estampada, à direita na foto) e Luiza (carioca, de calça preta, à esquerda na foto) escreveram, com a participação de muitas outras meninas do país, a Declaração das Meninas do Brasil. Farão a apresentação dessas demandas e propostas aos líderes globais presentes à reunião da ONU. Elas estão aprendendo, na prática, como serem mais engajadas, propositivas e empoderadas. Esperam contribuir para o alcance dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.

Sendo mãe de uma garota da mesma idade, que também luta pelo que sonha e acredita, fico imensamente feliz e esperançosa por ver histórias de meninas assumindo seu espaço, sua vez e sua voz. Há poucos anos, tivemos o contundente exemplo de Malala, ativista paquistanesa e ganhadora do Nobel da Paz, que não se curvou à intolerância dos talibãs locais, arriscando a própria vida para lutar pelo direito à educação das jovens de sua província. Agora, no Brasil, testemunhamos exemplos como os de Irlane e Luiza. Nem tudo está perdido. É preciso mudar o curso da história de milhões de meninas, aqui no Brasil e globalmente. Só assim teremos novas gerações de mulheres realmente empoderadas, capazes de encarar os imensos desafios para uma sociedade mais respeitosa e com oportunidades iguais entre os gêneros.

Leia, na íntegra, a Declaração das Meninas do Brasil: Continue lendo »

Tomaz Silva/Agência Brasil

Tomaz Silva/Agência Brasil

Um evento importante acontece esta semana em São Paulo, inédito no Brasil: o Women Vendors Exhibition and Forum 2015 (WVEF). A boa notícia é que a iniciativa tem um objetivo mais ambicioso, de longo prazo. Pretende aumentar a participação de mulheres empreendedoras em cadeias globais de valor. Trata-se de um programa do International Trade Centre (ITC), entidade integrante do Sistema das Nações Unidas (ONU), que tem uma mulher como diretora executiva, Arancha González.

Informações do ITC indicam que, atualmente, as mulheres dirigem cerca de 10 milhões de micro e pequenas empresas em todo o mundo, segmento que em sua totalidade responde por aproximadamente 80% do total de empregos. Esses números por si só demonstram a importância de serem criadas políticas em favor das mulheres empreendedoras. Aqui no Brasil, segundo estudos do Sebrae, entre 2001 e 2011, o número de mulheres empreendedoras aumentou 21%, enquanto o número de homens empreendedores aumentou 10%.

Além de promover a aproximação e o fortalecimento das redes de mulheres empreendedoras de diversos países, interessadas em estabelecer relações comerciais, o evento culminará com a apresentação de um documento de chamada à ação de governos. Continue lendo »

Shutterstock

Para conhecerem o conteúdo da palestra “Empreendedorismo para o empoderamento das mulheres”, realizada no Encontro “Mulheres que Fazem Acontecer”, promovido pela Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos – SEMIDH do Governo do Distrito Federal, acessem o link:

Celebrado desde 1911, o dia 08 de Março, Dia Internacional da Mulher, vem ganhando força e se multiplicando em manifestações ao longo de todo o mês.

O tema das atividades internacionais deste ano é “Fazendo Acontecer” (http://www.internationalwomensday.com/default.asp), destacando as realizações econômicas, políticas e sociais das mulheres em todo o mundo, mas também encorajando avanços em prol da maior igualdade de gênero.

Aqui no DF, será realizado pela Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos – SEMIDH do Governo do Distrito Federal o “Março Mulher”. As atividades começam com o Encontro “Mulheres que Fazem Acontecer”, no dia 04 de março, quarta-feira, das 14h às 18h, no Senado Federal, Auditório Antônio Carlos Magalhães, Anexo E do Senado Federal, em Brasília. Terei a satisfação de ser uma das palestrantes. Os detalhes da programação estão no convite a seguir.

Convite Encontro SEMIDH - Mulheres que Fazem Acontecer_Mar 2015

PhotoStock-Israel

PhotoStock-Israel

Passaram as festas de final de ano e as férias. Até o carnaval já passou. É hora de encarar este ano, que parece desafiar todos os prognósticos em relação ao Brasil. Enfrentando uma crise hídrica e energética, o aumento dos impostos, um ambiente de recessão econômica, os desdobramentos da Operação Lava Jato, a ampliação dos benefícios de deputados federais, que representará um impacto no orçamento da Câmara de R$ 110 milhões, a cidadã e o cidadão vão se deparando – diariamente – com uma sucessão de notícias que desafiam qualquer otimismo.

Diante disso, no âmbito individual, vou procurar reforçar três ingredientes atitudinais para encarar um ano que não será nada fácil. Continue lendo »

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