Mihaela Noroc

                                                             Mihaela Noroc

Um lugar arriscado para se nascer menina. Assim é classificado o Brasil, infelizmente, em um estudo recente da ONG Save the Children.

Indicadores como casamento antes dos 18 (35,6%), gravidez na adolescência (67.3 por mil nascidos vivos), mortalidade materna (44 por cem mil nascidos vivos), conclusão do estudo secundário (65% na escola até os 16) e representação das mulheres no Parlamento (9,9%) nos levaram a ocupar a 102ª posição em um ranking de 144 países listados entre os piores para as meninas.

Existem inúmeras barreiras para que as meninas brasileiras alcancem seu potencial pleno. Três são barreiras-chave segundo o estudo: casamento na infância; acesso restrito a serviços de qualidade em educação e saúde; e falta de participação de meninas nas esferas públicas e privadas. Um dos preditores mais fortes de melhoria de resultados de saúde de um país, por exemplo, é a conclusão de estudos secundários por garotas.

É preciso apoiar a maior participação de meninas como agentes de mudança. Precisamos romper esse ciclo de desigualdades que se perpetuam historicamente. Precisamos começar mais cedo a criar os espaços e mecanismos para engajamento e reconhecimento de meninas e meninos em ações cívicas e decisões da esfera pública. Esta pode ser uma estratégia importante para mudar esse quadro.

 

 

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