Tomaz Silva/Agência Brasil

Tomaz Silva/Agência Brasil

Um evento importante acontece esta semana em São Paulo, inédito no Brasil: o Women Vendors Exhibition and Forum 2015 (WVEF). A boa notícia é que a iniciativa tem um objetivo mais ambicioso, de longo prazo. Pretende aumentar a participação de mulheres empreendedoras em cadeias globais de valor. Trata-se de um programa do International Trade Centre (ITC), entidade integrante do Sistema das Nações Unidas (ONU), que tem uma mulher como diretora executiva, Arancha González.

Informações do ITC indicam que, atualmente, as mulheres dirigem cerca de 10 milhões de micro e pequenas empresas em todo o mundo, segmento que em sua totalidade responde por aproximadamente 80% do total de empregos. Esses números por si só demonstram a importância de serem criadas políticas em favor das mulheres empreendedoras. Aqui no Brasil, segundo estudos do Sebrae, entre 2001 e 2011, o número de mulheres empreendedoras aumentou 21%, enquanto o número de homens empreendedores aumentou 10%.

Além de promover a aproximação e o fortalecimento das redes de mulheres empreendedoras de diversos países, interessadas em estabelecer relações comerciais, o evento culminará com a apresentação de um documento de chamada à ação de governos.

Há muito ainda a ser feito, mas iniciativas como essas, concretas e objetivas, são mais um componente na construção de ambientes econômicos que promovam igualdade de gênero e empoderamento das mulheres por meio do estímulo à sua capacidade empreendedora, um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, agenda estabelecida pela ONU no ano 2000.

É motivo de reconhecimento que entidades como a Apex Brasil e a Rede Mulheres Empreendedoras, parceiras, estejam lançando no Fórum o “Projeto Mulheres na Exportação”, que tem como meta alcançar mil empreendedoras brasileiras em dois anos por meio de diversas ações no país. Quem sabe essas mil mulheres empreendedoras do país, com sua dose costumeira de coragem, persistência e ousadia, possam contribuir para criar uma cultura menos avessa à participação dos pequenos negócios no mercado internacional? Esse é um caminho para o desenvolvimento econômico mais inclusivo e mais sustentável.

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