DMSC ARTE

Repetindo a experiência em anos anteriores, resolvi fazer a minha parte – ainda que simbólica – no Dia Mundial sem Carro 2014. Aventurei-me por adotar outros meios de transporte para me deslocar. Para fazer o trajeto de casa até o trabalho, que percorro sozinha todo dia de carro, optei pelo ônibus. Os desafios começaram antes mesmo de sair de casa, no Lago Norte. Para chegar rápido até a parada mais próxima, devido a uma distância de uns 20 minutos a pé, terminei apelando para uma carona de carro do meu filho.

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raissa rossiter

Após 15  minutos de espera na parada, meu ônibus chegou. Veículo novo e praticamente vazio, motorista dirigindo em velocidade alta, cobrador muito sério e passageiros silenciosos, todos fechados em seu próprio mundo, sem nenhuma interação. Enfim, uma experiência que podia ser bem mais prazerosa, diante do iluminado dia de céu azul que se mostrava pelas janelas do ônibus.

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Em 30 minutos, cheguei à Rodoviária do Plano Piloto, fazendo a última parte do trajeto à pé até o escritório onde trabalho. No restante do dia, utilizei táxis e caronas para chegar de volta em minha casa.

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Comprovei assim, mais uma vez, a forte dependência do automóvel como meio de locomoção. E já são cerca de 1,4 milhão de carros se aglomerando num trânsito caótico em Brasília, que rouba tempo, qualidade de vida e do ar e recursos financeiros públicos, por se constituir em uma modalidade de custo mais elevado.

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Algumas conclusões: ainda estamos muito longe no DF – sem falar em outras partes do Brasil – de contar com uma variedade, quantidade e qualidade de opções que permitam ao cidadão/cidadã se deslocar com segurança e agilidade no nosso espaço urbano. Pouca coisa mudou. Observo que, de mais significativo, pode-se destacar um movimento cada vez mais frequente de adesão a formas ambientalmente mais sustentáveis, saudáveis e econômicas, como a bicicleta.

Há muito o que mencionar e, neste despretensioso post, não seria possível abordar um leque tão amplo de desafios, riscos e oportunidades. Arrisco dizer que, como elemento orientador de todo esse processo de necessária mudança, é preciso assegurar políticas públicas bem articuladas, que definam prioridades e, de forma transparente, coloquem a sociedade no centro da proposição, discussão e monitoramento das soluções.

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