O Distrito Federal  (DF) – e nele, Brasília, como motor de sua economia – detem os melhores índices de desenvolvimento humano do País – IDH de 0,874, igual ao da Hungria e superior ao de países como Argentina e Emirados Árabes Unidos. É líder no ranking em todos três subíndices que compõem o indicador elaborado pelo PNUD (renda per capita, educação e longevidade). Mas o destaque mesmo fica para a renda per capita: o índice relativo à renda (0,824) é muito superior ao do segundo colocado nesse quesito (São Paulo, com 0,768).

O IDH-Educação (o componente de instrução do índice) do Distrito Federal é maior que o da Itália, Suíça e Alemanha. Esse item, no entanto, mede frequência à escola e alfabetização, e não qualidade do ensino! Seu IDH Longevidade (que leva em conta a expectativa de vida) supera o de Omã e Argentina, por exemplo.

A despeito desses indicadores positivos, o DF, segundo dados recentes, é a quarta mais desigual das Unidades da Federação! Brasília, como um espaço cercado de desigualdade, difere das demais Regiões Administrativas do DF.

O coeficiente de Gini no DF continuou em 0,63 entre 1998 e 2008, contra 0,55 do restante do país. Quanto mais próximo o indicador ficar de 1, maior é a desigualdade. Com uma população atual de aproximadamente 2,5 milhões de habitantes e uma previsão de chegar a mais de 3,2 milhões em 2030, esta é uma questão central a ser devidamente considerada e uma demonstração que estamos muito longe, na Capital do País, de praticar uma economia em bases sustentáveis.

Assim, considero o Movimento Nossa Brasília, que será lançado em 15 de Março, às 18h30, uma iniciativa importante e necessária para se buscar promover uma elevação de consciência e maior participação da sociedade, da comunidade empresarial e de nossos homens públicos nos destinos desta cidade, que escolhemos para viver e criar nossos filhos.

Vamos juntos!

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