nikolai larin - getty images

Fecha-se um ciclo e inicia-se outro. Depois de um período de saudável desconexão digital – eu tentei! – é hora de recomeçar. As férias chegaram ao fim. É Ano Novo aqui no Ocidente e também, desde a semana passada, em várias nações da Ásia que seguem o tradicional calendário Chinês – 4.710, Ano do Dragão.   

Neste meu primeiro post de 2012 fui buscar inspiração em um artigo do poeta Affonso Romano de Sant’Anna, publicado no Correio Braziliense de 22/01/2012. Refletindo sobre projeto de incorporação de 600 favelas cariocas à cidadania e à vida normal do Rio, o poeta afirma que a cidade está tendo a oportunidade histórica de ler de forma diferente a ideia das “favelas”.

O poeta me deu uma grande cutucada filosófica… Precisamos aprender a reler a vida e os seus desafios! Precisamos de novas leituras do mundo, do Brasil, das nossas cidades, das nossas vidas. Vêm dessas novas leituras do “real” – e de uma nova interpretação de nosso papel – as mudanças que podemos alcançar.

Inauguro os posts deste ano, portanto, a partir da conclusão do poeta, de que o Brasil, e nós, cidadãos, temos o desafio de aprender a ler o nosso papel e reescrevê-lo – em um mundo em transformação – para que alcancemos um posicionamento de respeito como nação desenvolvida, democrática, justa e sustentável.

Só assim teremos um ano novo, realmente novo, para o Brasil e para nós, brasileiros.

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