marcelo lima costa

Você é autônomo? Não tem filhos em idade escolar? Come fora de casa? Mora só? Não tem compromisso com horários fixos? Não vai ao supermercado regularmente? Se você se enquadra nessa situação, você já se perguntou: o que é que eu estou fazendo com ESSE carro?

Pois é, ESSE carro que não permite que você beba um vinho de R$100 reais, mas ELE toma toda semana mais do que isso em álcool ou gasolina… Legal, não?

VOCÊ não pode se dar ao desfrute de degustar um bom vinho ou ir a um bom restaurante, olhando apenas para o menu do lado esquerdo: o das iguarias e não o dos preços, porque o seu orçamento uma boa parte dele está sendo corroído pela posse de um carro… Modelo mental ultrapassado!!!

Infelizmente, ainda é o que prevalece nas pessoas desde a década de 50, quando ter um carro, além de status social, servia para se transportar de A para B de forma mais tranquila, sem risco de morte em brigas no trânsito, por causa de uma fechada, de uma vaga no estacionamento etc; sem flanelinhas extorquindo mais do que seu trocado: o seu direito de parar onde for permitido, pois já paga o IPVA para ter esse direito, o qual tem sido acintosamente desrespeitado e roubado, pois tem medo de ter o seu “patrimônio” violentado por esses mesmos “cuidadores” do seu investimento.

Aliás, desde quando carro é um investimento? Se ele deprecia, se ele dá despesas tais como: 1. Prestação (com altos juros embutidos); 2. Combustível (batizados normalmente); 3. Manutenção (mal feitas e caras); 4. IPVA (e pedágios); 5. Multas (dos guardas escondidos e recalcados); 6. Estacionamento (sem segurança alguma); 7. Seguro obrigatório e o “facultativo” (que todo ano sobe); 8. Depreciação de 20% ao ano (se cuidar bem do carro); 9. IPTU, sim, Imposto Territorial Urbano, DA GARAGEM…(que poderia ser alugada); 10. “FrANELINHAS” = Extorquidores oportunistas de plantão (a irritação diária); 11. Tempo precioso. O SEU para: abastecer, lavar, levar à oficina, procurar vaga de estacionamento, parado diuturnamente em engarrafamentos, DETRAN e outros…(que poderia ser dedicado a outras atividades mais nobres); 12. Custo oportunidade pela não aplicação do valor do carro em algum fundo de investimentos.

Conta uma mulher, que em 1998 investiu o valor de um Vectra em ações de um banco. “Esqueceu” lá e em 2006 voltou para ver o resultado: tinha R$ 2 milhões de reais (isso mesmo 2 MILHÕES), sendo R$ 150 mil em bônus, que poderia retirar sem vender uma única ação e, se quisesse comprar dois Vectras zero km ou investido em um imóvel, que ao contrário do bem móvel, valoriza, não deprecia, poderia ter feito e ainda continuado milionária…

Será que realmente está valendo a pena você ter ESSE carro, apenas para dizer que tem um, que está drenando o seu rico dinheirinho, o qual poderia ser investido em uma viagem de férias realmente faustosa? (você já conhece a Europa? Já foi a lugares paradisíacos? Já fez roteiros culturais? Ou seja: todas aquelas férias que VOCÊ sonhou ou já teve vontade de fazer, mas por causa de uns R$ 12mil reais não pôde, pois eles foram drenados na manutenção DESSE carro no decorrer do ano.

Você nunca parou para analisar se lhe traz mais benefícios ou malefícios, para a SUA vida e para o ambiente?

Com a experiência de quem não tem carro há mais de 7 anos e nem GELADEIRA, posso lhe assegurar: VOCÊ, por causa DESSE carro, está tendo pelo menos 12 PROBLEMAS, os quais se livraria vendendo ESSE carro, que se você se enquadra na situação acima descrita, economizaria por ano R$ 12 mil reais para pelo menos andar de táxi e eliminar os outros 11 problemas que a posse de um carro traz para o seu proprietário.

Bem vindos ao mundo dos NOCAR.

Robson Schmidt – MBA

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