joão brito - folhapress

O crescimento da economia brasileira nos últimos anos tem trazido, finalmente, alguns frutos que parecem mais duráveis, do ponto de vista econômico e social. Tivemos a geração de mais empregos, que geraram mais renda, maior consumo, que por sua vez aumentou a demanda e fez surgir novos negócios.

Nesse contexto, me chamou atenção a matéria, publicada na Folha de São Paulo (19/06/2011), que indica o salto quantitativo no número de empresas registradas – na sua maioria micro e pequenas – no município de Timon (foto), no Maranhão: 1.300% nos últimos sete anos!

Em Timon, houve o segundo maior crescimento da renda per capita em municípios do país, favorecido por investimentos públicos, abertura de universidades e obras de construção civil.

O ambiente legal também ficou menos hostil ao empreendedorismo local. A Lei Geral das MPE está regulamentada no município. Provavelmente, esses ingredientes positivos juntos levaram o município a ver o número de empresas registradas em 2004, que foi de 641, saltar para 8.875. Na avaliação da prefeitura, mais da metade delas são novos empreendimentos. http://www1.folha.uol.com.br/poder/932167-em-cidade-do-ma-empresas-tem-boom-de-1300.shtml

Antigos trabalhadores rurais e camelôs, que tinham atividades informais, montaram seus pequenos comércios e hoje, com a renda familiar ampliada, formam uma nova classe empresarial no nordeste brasileiro.

Diante desse crescimento expressivo no número de pequenos negócios do país, que tem no caso do município maranhense de Timon um exemplo paradigmático, ficam algumas perguntas. Esses negócios formalizados, novos ou saídos da informalidade, estão tendo um provimento adequado de serviços de infraestrutura urbana, de informação e educação para que não só sobrevivam, mas se mantenham competitivos? Como esses empreendedores encaram o futuro? Quais fontes de informação utilizam para a tomada de decisões na gestão de seus negócios no dia-a-dia? Que políticas públicas, em nível federal, estadual e municipal ainda se fazem necessárias para o desenvolvimento dessas empresas?

Essas e outras perguntas podem ajudar a estabelecer uma agenda de apoio mais efetivo a essa nova classe empresarial de pequenos negócios, nascida em tempos de crescimento econômico brasileiro.

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