raissa rossiter

Visitei na semana passada, pela primeira vez, a cidade de Teresópolis, na bela Região Serrana do Rio de Janeiro. A ida foi ocasionada pelos desastres decorrentes das chuvas e deslizamentos ocorridos em janeiro. O objetivo foi colaborar com as ações do Sebrae e de parceiros no apoio aos empreendedores atingidos.  Apesar da grande expectativa quanto ao quadro com o qual iria me deparar ao chegar ao destino, tive algumas boas surpresas. É sobre elas que falarei neste post.  

A surpresa inicial foi constatar que a rodovia BR-116, que liga a capital a Teresópolis, não havia sido afetada!  À medida que subíamos a serra fui absorvida pela contemplação dos cenários naturais que iam se descortinando. Quando me dei conta, o meu lado “fotojornalista” já havia aflorado…

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Na chegada, um portal acolhedor anuncia a cidade, preparando o visitante para sua experiência. Na seqüência, praças e ruas movimentadas foram mostrando que a vida começava a tomar o seu curso normal.

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Foi na passagem pelo posto da Cruz Vermelha que pude constatar, mais de perto, a grande mobilização de solidariedade para ajuda humanitária às vítimas, com muitos voluntários trabalhando no espaço ocupado, abarrotado de donativos até praticamente o teto.

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Assim como as pessoas que sobreviveram aos tristes episódios da Região Serrana precisam enfrentar o trauma das perdas humanas e materiais e reconstruir suas vidas, os territórios e empreendimentos afetados também. No caso da atividade empresarial, por exemplo, mais de 30 mil micro e pequenas empresas constituem a base da economia nos sete municípios afetados na Região Serrana, ao lado de mais de 4 mil empreendedores individuais. A atividade econômica está fortemente ancorada no turismo, no comércio e nos serviços, na pequena produção de hortifrutigranjeiros e industrial.

O processo de reconstrução, porém, terá que ser bem mais profundo do que a mera “recomposição” do patrimônio material, público e privado. Precisa passar por uma reinvenção simbólica, política, econômica e social desses territórios. Uma reinvenção orientada por uma visão estratégica de futuro, compartilhada pelos seus diversos atores. Serão necessárias políticas que pensem e induzam negócios e atividades a partir de uma lógica voltada para a preservação do patrimônio natural e a sustentabilidade.

A mobilização para a reconstrução já está ocorrendo. Foi gratificante nessa visita, liderada pelo diretor do Sebrae no Rio de Janeiro, Armando Clemente, e pelos colegas Olavo Damasceno, coordenador da força-tarefa para articulação de ações de apoio às micro e pequenas empresas da região, Jaqueline Baptista, gerente regional Serrana II e Flávia  Guedes, coordenadora estadual de projetos, conhecer gestores públicos como o secretário municipal de turismo, Michel  Al Odeh, e o prefeito, Jorge Mario, empenhados tanto na ajuda humanitária quanto no soerguimento econômico e social do município. 

Veja link para notícia divulgada no site da Prefeitura de Teresópolis sobre a visita. SEBRAE anuncia apoio às micro e pequenas empresas de Teresópolis e cidades atingidas pelas chuvas: http://www.teresopolis.rj.gov.br/

parcerias

Finalizando as boas surpresas da visita, é importante observar que já existe uma agenda positiva 2011-2012 para o município. Ela poderá servir de plataforma para o aperfeiçoamento de políticas e programas focados na reconstrução.

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