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Durante a Conferência da Diversidade Biológica – CDB 10 – realizada em outubro, em Nagoya, Japão, uma jovem bióloga brasileira, mestre e PhD em Ecologia pela University of Missouri, St. Louis (EUA) se destacou na defesa da preservação da biodiversidade: Patrícia Baião, diretora do Programa Amazônia da Conservação Internacional Brasil, organização sem fins lucrativos, presente em mais de 30 países.

Ela chama atenção sobre a necessidade de se adotar uma abordagem integrada para as duas convenções, a do clima e a da biodiversidade. Defende que o grande desafio do milênio será compatibilizar a preservação da biodiversidade com o desenvolvimento humano e o fomento à economia verde.

E é nesse contexto que ela destaca a necessidade de inclusão social com a criação de mecanismos de geração de renda que incentivem a preservação ambiental e que possibilitem o compartilhamento dos benefícios econômicos às comunidades locais. Um avanço histórico de Nagoya é a aprovação, após 20 anos de negociação, de um mecanismo chamado de “Access and Benefit Sharing” (ABS).

Por meio do ABS, comunidades locais terão acesso a compensações por produtos que utilizem “recursos genéticos” da biodiversidade, tais como medicamentos e cosméticos. Trata-se, sem dúvida, de uma oportunidade para as comunidades inseridas em regiões de grande biodiversidade, como as do Cerrado e as da Amazônia. Pequenos negócios poderão, inclusive, ser incentivados com um viés muito mais sustentável.

No Ano Internacional da Biodiversidade, Patrícia contribuiu para que se produzissem bons acordos em Nagoya. O meio ambiente agradece e nós brasileiros também. É de profissionais assim que o país – detentor da maior megadiversidade do planeta – precisa, a fim de construir conhecimento inovador e soluções para um desenvolvimento – realmente – sustentável.

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