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Pesquisas do e-bit (http://www.ebit.com.br/index.asp) sugerem uma tendência de crescimento bastante acentuado das compras por consumidores virtuais no país. Em 2009, por exemplo, existiam 15 milhões de e-consumidores no país. Já no primeiro semestre de 2010, o número subiu para 20 milhões de pessoas que compraram pela Internet ao menos uma vez e espera-se que até o final do ano esse número chegue aos 23 milhões.

Conhecer esse consumidor web 2.0, mais ávido por colaborar na experiência de compra e ser um co-designer do serviço a ele prestado, requer engenho e arte. Pesquisa aponta que 48% dos usuários da Internet levam em consideração a opinião de outros internautas antes de uma compra e de que 55% dos e-consumidores que fizeram uma compra pela Internet influenciados por uma rede social são mulheres.

Construir políticas governamentais que ampliem e acelerem o nível de conectividade dos pequenos negócios e da sociedade como um todo para a sua inserção na economia digital é fundamental. Merecedor de destaque é o caso do Distrito Federal, que segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, possui 416 mil lares brasilienses conectados à Internet, representando cerca de 53% das residências. Em seguida, vem o estado de São Paulo, com um percentual de cerca de 40%. 

Como país, entretanto, o Brasil ainda tem uma longa estrada a percorrer nessa área. Um estudo da Unidade de Inteligência do The Economist e da IBM em 70 países revela que ocupamos a 42ª colocação do Ranking Economia Digital 2010.

Mas quando se trata de segurança da informação, no entanto, o Brasil assume uma posição de liderança entre diversos países. Ocupa o terceiro lugar no ranking mundial do “cibercrime”, com China e Colômbia em primeiro e segundo lugar, respectivamente. As empresas brasileiras vem sendo cada vez mais vítimas de algum tipo de fraude por meios eletrônicos, conforme revela estudo da consultoria de segurança Kroll. http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/10/23/economia,i=219543/BRASIL+E+O+3+PAIS+ONDE+EMPRESAS+TEM+MAIS+PREJUIZOS+POR+ONLINE.shtml

Infraestrutura tecnológica de qualidade, com a ampliação do acesso à banda larga em todo o país, ambiente legal e seguro, assim como a capacitação de recursos humanos são fatores-chave nesse processo. Não menos importante, contudo, é a tarefa de promover uma verdadeira revolução cultural preparando os pequenos negócios adequadamente para essa mudança de paradigma do mundo analógico para o digital.

Para terminar, sugiro uma boa navegada no blog do Silvio Meira, que traz muita coisa interessante sobre TICs, Web 2.0 e inovação: http://smeira.blog.terra.com.br/

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