raissa rossiter

Foi celebrado, em 5 de outubro, o Dia Nacional da Pequena Empresa. Do ponto de vista do papel que os pequenos negócios desempenham na economia brasileira, há muitos motivos para comemorar a data. Além de se tratar do segmento responsável pela geração de postos de trabalho e de renda para milhões de brasileiros, os pequenos negócios, que constituem 99% dos empreendimentos formais do país, contribuem para o fortalecimento da economia local.

Foram essas empresas que, durante a crise econômica global em 2008-2009, ajudaram a manter o motor da economia local aquecido, atendendo à demanda do mercado doméstico em expansão, enquanto as grandes viram suas operações serem abaladas pelo encolhimento da demanda externa.

Do ponto de vista das políticas de apoio ao segmento, também há muito a ser comemorado. A vida dos pequenos negócios ficou um pouco menos complicada. Nesses últimos anos, por exemplo, foi aprovada  a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, em 2006, que prevê simplificação burocrática, tratamento tributário e fiscal diferenciado. Além disso, a lei que possibilitou o surgimento do Empreendedor Individual, em 2009, foi outra conquista que ajudou a trazer para a formalidade, até aqui, mais de 600.000 mil autônomos como costureiras, pipoqueiros, manicures, dentre outros. Esses empreendedores individuais passam, com a nova lei, a ter acesso a benefícios tais como aposentadoria, auxílio-maternidade e auxílio-doença. Isso não é pouca coisa para o exército de informais que, mesmo empreendendo por meio de sua própria força de trabalho,  ficava à margem de qualquer benefício previdenciário já disponível aos empregados formais.

Apesar dos avanços para o segmento, há ainda desafios importantes e abrangentes para os pequenos negócios vencerem neste início de segunda década do século 21. Sem ordem de importância, são eles: atuar na economia digital; atuar em um mercado globalizado; atuar em um ambiente de negócios complexo; atuar com princípios e práticas sustentáveis; profissionalizar e buscar excelência na gestão; e fortalecer a cooperação e a representação. Nos próximos posts comentarei cada um dos seis desafios.

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