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Para além dos transtornos diários de congestionamento que prejudicam a qualidade de vida da população, decorrentes do crescimento acelerado da frota de veículos, soma-se a esse problema a diminuição das áreas verdes no Distrito Federal. Esses são fatores que, de forma conjunta, estão colocando o DF em uma situação de maior risco e vulnerabilidade ambiental. É o que revela um estudo realizado por professores da Universidade Católica de Brasília (UCB), divulgado em matéria no Correio Braziliense: 

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/07/08/cidades,i=201364/DF+PRECISARIA+DE+3+2+VEZES+MAIS+AREAS+VERDES+PARA+NEUTRALIZAR+O+GAS+CARBONICO+PRODUZIDO.shtml

Com uma frota que já ultrapassa 1 milhão de veículos, em 2010, o Distrito Federal possui 2,2 automóveis por habitante. O estudo realizado pelos professores da UCB revela que seria preciso uma área verde 3,2 vezes maior que o DF para fazer frente às emissões de gás carbônico da atual frota de veículos que circula na cidade.

Do ponto de vista da política de transporte, especialistas vem assinalando que medidas emergenciais devem ser adotadas para melhorar a fluidez do trânsito no sistema viário de Brasília, com a identificação e implantação de novas formas de transporte público, bem como a implantação de soluções inovadoras em transporte coletivo e a  criação de uma rede de ciclovias seguras.

Além desses dois fatores críticos, não se pode esquecer que esse quadro urbano complexo tem também como pano de fundo a ocupação territorial, nem sempre feita de maneira ordenada e criteriosa do ponto de vista ambiental, a especulação imobiliária, o crescimento populacional, a melhoria dos padrões de consumo das classes C e D, a concentração de empregos no Plano Piloto, dentre outros. Esse conjunto de fatores, se não forem pensados de forma integrada no planejamento urbano, podem comprometer a sustentabilidade do Distrito Federal.

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