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A eleição indireta de Rogério Rosso (PMDB) para o mandato-tampão no GDF deixa um saldo de suspeições e protestos, uma vez que as regras do jogo foram sendo mudadas ao longo dos últimos dias. Para completar o quadro de fragilidade institucional do processo eleitoral, dos 24 deputados distritais que votaram, oito ainda estão sob investigação decorrente da Operação Caixa de Pandora, suspeitos de serem beneficiários de “mesadas”: Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP), Rôney Nemer (PMDB), Eurides Brito (PMDB), Pedro do Ovo (PRP), Geraldo Naves (sem partido), Rogério Ulysses (sem partido) e Benício Tavares (PMDB).

Aliado político dos ex-governadores Roriz e Arruda, Rosso, que foi presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) na gestão de José Roberto Arruda, terá que vencer o descrédito, semeado pelos (des)governos passados, e demonstrar o bom uso dos recursos públicos em prol dos interesses da população.

Para conquistar alguma credibilidade em seu mandato-tampão, o novo governador precisará, dentro das melhores práticas de gestão pública, dar a máxima transparência a todos os atos administrativos do GDF envolvendo a divulgação de dados relativos à execução orçamentária e financeira, licitações, auditorias em contratos, convênios, benefícios pagos, dentre outros.

A internet está aí para isso mesmo, facilitando o acesso a informações de interesse público. Pelo Portal da Transparência do Governo Federal (http://df.transparencia.gov.br/) é possível ver que, somente em 2010, o GDF já recebeu repasses do Governo Federal no valor de R$ 204,213,151.04. Em quais ações foram gastos, de que maneira?

É preciso detalhar as contas e gastos do GDF! Só assim, os cidadãos estarão bem informados e terão condições de exercer maior controle social, assegurando seus direitos e participando mais efetivamente no combate à corrupção. Enquanto isso, é aguardado o julgamento do STF sobre o pedido de intervenção federal no Distrito Federal.

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