raissa rossiter

Assisti uma palestra inspiradora com Sam Graham-Felsen, um rapaz muito jovem, em seus vinte e poucos anos, que foi o responsável pelo blog da campanha do Presidente americano, Barack Obama. Embora a estratégia da campanha de Obama, cuja bandeira “Yes, We Can!”  ficou consagrada,  já tenho sido muito difundida, é sempre bom ouvir direto da fonte – e em detalhes – uma experiência tão rica, que mudou as regras do jogo e demonstrou de maneira sem precedentes a força das redes sociais. Desculpem a qualidade das imagens. Foi tirada de meu celular e o ambiente estava com pouca luz. Mesmo assim, uma imagem vale mais que mil palavras…

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Toda essa história não começa em gabinetes confortáveis, mas com Obama nas favelas de Chicago, trabalhando com os excluídos americanos. Obama era um “community organizer”, até ridicularizado por alguns opositores em discursos, como o fez a própria candidata a vice, Sarah Palin, na chapa de John McCain. O final da história todos já sabemos…Toda a estratégia da campanha, fortemente ancorada na Internet, foi fundamentada em mudança a partir da base,  trabalhando em torno do que Sam chamou dos 3 M (em inglês): Message, Money, Mobilization. 

Sam relatou que o processo de mobilização foi orientado por princípios como autenticidade, abandono de clichês, trazer as histórias inspiradoras de pessoas comuns para o foco da campanha, empoderamento das pessoas e capitalizar em conteúdos gerados pelos apoiadores. O cartaz mostrado na foto acima é de um desses apoiadores, que também aparece no slide. O cartaz terminou sendo adotado nos materiais de divulgação oficial  da campanha.

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Muitas histórias comoventes e de superação de gente comum, que ganharam visibilidade na campanha, foram contadas por Sam, como as de Amy Chicos e Josh Stroman, na foto a seguir. Enfim, não era somente a história de Obama, mas a de muita gente, inspirando a muitos.

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case da campanha de Barack Obama traz muitas lições e ilustra um pouco daquilo que são ingredientes para processos de mudança que, de repente – inesperadamente – emergem na sociedade. Muitas organizações estão cada vez mais utilizando as redes sociais para atingirem seus públicos. E isso vale para quaisquer tipos de organizações, não apenas as de cunho político.

A história que Sam nos contou sugere que tecnologia, Internet, redes sociais, não provocam mudanças. São apenas ferramentas. Quem de fato provoca as mudanças são as próprias pessoas. Elas precisam ser mobilizadas e empoderadas. Precisam se identificar com uma mensagem, um ideal, uma causa, acreditando no genuíno propósito dos atores envolvidos. O jovem Sam segue seu caminho: é atualmente diretor de estratégia da AYM – Alliance for Youth Movements – que é uma organização sem fins lucrativos apoiada pelo Google, Facebook, Twitter e por outras empresas da era digital. O objetivo da AYM é identificar, conectar e empoderar a próxima geração de ativistas digitais, que usam a tecnologia para organizar mudanças sociais, ao redor do mundo: http://www.movements.org/    Valeu, Sam! 

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