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Nem bem “trocamos a roupa da festa” e já estávamos sofrendo com as notícias veiculadas pela mídia sobre a tragédia dos deslizamentos de terra provocados pelas chuvas, logo no início do ano, em Angra dos Reis. Tragédia ocasionada por mero infortúnio ou por ignorância, negligência ou desrespeito das autoridades públicas? Qualquer que seja a resposta, o fato é que muitas vidas foram perdidas. Muitas histórias foram interrompidas prematuramente. Os tristes acontecimentos de Angra, e também em outros estados como São Paulo e Minas Gerais, com mortes, muita destruição e ameaça à segurança coletiva da população, somente nos alertam para a necessidade de políticas ambientais mais rigorosas em níveis municipais e estaduais.  Agora começam a surgir as conseqüências, inclusive econômicas, do desastre em Angra, por exemplo.  Principalmente para os negócios locais. Em geral, pequenos negócios. Pousadas já estão sofrendo com os cancelamentos de hóspedes na temporada… Isso provavelmente terá todo um efeito sistêmico sobre negócios locais que giram em torno da atividade turística da região. Tudo isso mostra ainda que, entre tantas outras lições e alertas, a população necessita ser mais partícipe na governança deste processo, precisa estar mais alerta, por meio de iniciativas educacionais de conscientização, protagonizadas pelos vários atores locais: prefeituras, gestores públicos, escolas, empresas, associações, comunidade. É, as adversidades climáticas – secas e enchentes – não só no Brasil como no resto do mundo, estão nos mostrando que o equilíbrio entre o conjunto das atividades humanas e a sustentabilidade precisa passar por uma reinvenção urgente. É preciso integrar, de forma mais inteligente e inovadora, visão econômica e de mercado com políticas, programas e iniciativas que visem o desenvolvimento sustentável.

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