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Autor: Odisseu E-news Service 25.11.2009

Brasil pode perder R$ 3,6 trilhões até 2050 por causa das mudanças climáticas.

Qual será o custo das mudanças climáticas para o Brasil? Onze instituições do país fizeram a conta e calculam um prejuízo que pode chegar a R$ 3,6 trilhões até 2050.

De acordo com o estudo Economia da Mudança do Clima no Brasil: Custos e Oportunidades, que será lançado hoje, as perdas econômicas equivalem a pelo menos um ano inteiro de crescimento jogado no lixo se nada for feito para evitar os impactos da mudança do clima em setores como agricultura e energia e em regiões como a Amazônia e as zonas costeiras.

Inspirado no Relatório Stern, estudo britânico que em 2006 calculou o custo da mudança climática em 20% do Produto Interno Bruto (PIB) global, a pesquisa brasileira parte de cenários do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) para calcular o impacto do aquecimento global nas contas do país. No primeiro cenário, o Brasil chegaria a um PIB de R$ 15,3 trilhões em 2050, mas perderia 0,5% (R$ 719 bilhões) por causas das mudanças do clima. No segundo, considerando uma trajetória de crescimento mais limpo, o PIB chegaria a R$ 16 trilhões, mas as perdas seriam de 2,3% (R$ 3,6 trilhões). Coordenadora operacional do projeto, a pesquisadora da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Carolina Dubeux, afirma que é preciso deixar claras as consequências macroeconômicas da mudança do clima, que não se restringem aos debates científicos e ambientais. “O impacto do clima ainda vai ser modesto em 2050, ainda assim na economia será bastante grande. Há uma tendência de redução do PIB em função da mudança climática. E no Brasil isso vai aumentar as disparidades regionais”, cita.

O estudo, que levou cerca de dois anos para ser concluído, teve a colaboração de instituições como o Instituto de Pequisas Espaciais (Inpe), a Universidade de São Paulo (USP), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Fórum Brasileiro de Desenvolvimento Sustentavel e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

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