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Autor: Época, Negócios & Carreira, 16/11/2009 – 19:32 – Atualizado em 16/11/2009 – 19:58

Segundo estudo da USP, o trabalho é mais importante na visão das mulheres do que na dos homens. O resultado da pesquisa seria muito diferente há 30 anos, quando elas ainda não estavam tão inseridas no mercado de trabalho.

As mulheres valorizam mais o trabalho do que os homens, talvez porque tenham entrado no mercado mais tarde. As brasileiras são mais preocupadas com o trabalho do que os homens.  É o que diz um estudo da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo que teve como objetivo investigar os fatores que influenciam e conferem sentido ao trabalho para funcionários públicos e privados.

O autor da pesquisa, Sérgio Hideo Kubo, entrevistou mais de 300 pessoas, em sua maioria da cidade de São Paulo, com formação superior e entre 25 e 60 anos. O questionário que Kubo passou aos entrevistados continha três áreas centrais: o grau de importância do trabalho dentro do contexto das diversas áreas da vida das pessoas, como família, lazer, religião e vida comunitária; a importância das normas sociais, tanto como fornecedora de condições como cobradora de atitudes, e os objetivos e resultados que a pessoa espera da vida profissional (renda, status, contatos, aprendizado, autonomia etc).

A partir das respostas, o pesquisador pode relacionar a valorização do trabalho por gênero, religião e estado civil. Entre aqueles que colocam a vida profissional numa posição mais favorecida estão as mulheres, os solteiros e os com formação escolar mais alta. De acordo com Kubo, as mulheres passaram a dar mais importância para o trabalho porque há 30 anos elas não estavam inseridas no mercado nem tinham tantas oportunidades quanto hoje. Saiba mais »Emprego que é bom… »O desemprego e a geração Facebook »O que não dizer na entrevista de emprego »Ascensão da mulher no mercado de trabalho está estaganada »Dá para ser feliz no trabalho? »O guia da aposentadoria »Como você se prepara para a aposentadoria?

A origem das empresas, se do setor privado ou público, também interferiu nas respostas. No público, os funcionários valorizam mais aprender coisas novas, ter autonomia e contatos interessantes. Eles colocam o trabalho como segundo lugar (29%), depois da família (55%), mas antes do lazer (12%), religião (3%) e comunidade (1%). Ainda no setor público, os trabalhadores procuram no trabalho algum sentido para a vida. Por outro lado, os trabalhadores do setor privado valorizam o espaço físico, o relacionamento dentro da empresa, que o trabalho seja motivante e um bom salário. Aqui, as pessoas seguem a mesma ordem de valorização do trabalho em relação aos demais coeficientes da vida, mas com outras porcentagens: 53% (família), 21% (trabalho), 19% (lazer), 5% (religião) e 2% (comunidade). As pessoas do setor privado levam em conta mais seus objetivos e resultados do que encontrar alguma filosofia de vida, como no público.

Quem anda satisfeito com a própria vida costuma dar mais importância às normas sociais e ao trabalho como um todo. Já as menos satisfeitas valorizam os objetivos do trabalho.

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