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Autor: O Estado de S. Paulo – SP, 10/11/2009

Nos EUA, ONGs criam empresas e ocupam espaço no novo mercado

Liz Galst

Mario Casasnovas estava no telhado verde do Bronx County Building algumas semanas atrás, recordando as flores que cresciam ali no verão e oferecendo algumas dicas sobre o manejo da vermiculária, que é a principal planta no telhado. “As raízes do trevo”, uma erva daninha, “tendem a se enroscar nas raízes de uma vermiculária”, disse ele, nove andares cima da Grand Concourse, perto do Yankee Stadium. “É preciso tomar cuidado para não arrancar a vermiculária junto com o trevo.” Casasnovas, um empregado da SmartRoofs LLC, estava fazendo uma manutenção de rotina no telhado verde que sua companhia instalou em junho de 2003. A empresa, com sede no Bronx, é uma das poucas com telhados verdes na região metropolitana de Nova York.
Mas o que torna a SmartRoofs mais incomum é que ela faz parte de uma pequena mas crescente tendência entre pequenas empresas: grupos com fins lucrativos criados por outros sem fins lucrativos, que ensinam as habilidades profissionais necessárias para a integração na nascente economia verde.

A SmartRoofs foi desenvolvida pelo ONG Sustainable South Bronx, que também gere a Bronx Environmental Training, uma das primeiras iniciativas dos EUA para treinar pessoas para empregos “verdes”. O programa agora treina mais de 60 trabalhadores de baixa renda, usando recursos de diversas fontes, a maioria fora do governo.

Existe apenas um punhado dessas pequenas empresas em todo o país. “Essas empresas sociais são as primeiras a adotar a indústria verde”, disse, por e-mail, Phaedra Ellis-Lamskin, diretora executiva da Green for All, uma organização nacional que trabalha para criar oportunidades econômicas verdes em comunidades carentes. “Essas empresas estão aplainando o caminho para empresas tradicionais integrarem o conceito de empregos verdes em práticas cotidianas.”

Os grupos sem fins lucrativos que começaram essas pequenas empresas o fizeram principalmente para promover suas próprias missões. “Essa é uma oportunidade para tirar pessoas da pobreza para a prosperidade, enquanto tornam mais verde nosso planeta”, disse Michele McGeoy, diretora executiva da Solar Richmond, um programa de treinamento para trabalhos com energia solar na Área da Baía de San Francisco. “É uma situação em que só há ganhadores.”

A Solar Richmond oferece um serviço com fins lucrativos que permite que consumidores determinem a viabilidade de usar energia solar e os ajuda a trabalhar com planejadores e instaladores de sistemas. “Em essência, nós ajudamos o consumidor a decifrar ofertas de fornecedores”, disse McGeoy.

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