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Autor: Divisor América Latina 04.11.2009, ODISSEU – Agência de Informação

O Brasil pode chegar à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) de Copenhague, em dezembro, sem uma meta quantitativa para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Por enquanto, o governo definiu apenas o objetivo de diminuir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020. Ainda faltam propostas para outras quatro áreas – agropecuária, energia, siderurgia e proteção de outros biomas nacionais. A expectativa era de que as sugestões finais fossem apresentadas ontem, após uma reunião de três horas entre o presidente Lula e sete ministros das áreas econômica e ambiental. “Pode ser que não apresentemos os números diretamente, mas as medidas que vamos adotar”, disse a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo ela, a postura brasileira será de mostrar uma proposta “voluntária”, sem interferências de outros países. As discussões internas do governo sobre a COP-15 arrastam-se por meses. Em outubro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, apresentou a ideia de que o Brasil pode reduzir em até 40% as emissões de gases poluentes até 2020. Metade dessa diminuição seria provocada pela queda do desmatamento da Amazônia e o restante, nas quatro áreas que permanecem indefinidas. O projeto, no entanto, considerava um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 4% ao ano. Dilma questionou a proposta e ontem foram apresentadas duas novas simulações, com porcentagens de avanço do PIB de 5% e 6%. “Nós ‘estressamos’ os números, mas não houve nenhuma mudança muito significativa”, declarou a ministra. De acordo com os estudos, o Brasil teria condições de se comprometer com uma redução entre 17% e 20%, além da provocada pela diminuição do desmatamento amazônico (mais 20%). A relutância em apresentar números também é reflexo da política “defensiva” dos países ricos. “O Brasil não vai se esconder atrás de ninguém, nem ninguém poderá se esconder atrás do Brasil”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

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