raissa rossiter

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Neste final de semana, que marca o início da Semana do Meio Ambiente, desacelerei o ritmo para contemplar monumentos naturais, para ouvir sons, para desfrutar de uma natureza exuberante que se encontra bem perto de Brasília. Visitei o “Paraíso na Terra Reserva Ecológica”, espaço situado na Área de Proteção Ambiental de Cafuringa, englobando parte da Chapada da Contagem.

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raissa rossiter

O espaço “Paraíso na Terra” é administrado pelo Instituto Teosófico de Brasília, com uma estrutura de estética original, que oferece espaços para meditação, convivência e relaxamento, além de refeições vegetarianas com alimentos orgânicos cultivados em hortas próprias. O público visitante era quase todo formado por frequentadores habituais. Estávamos lá graças a um árduo trabalho de pesquisa de informações na Internet, não por referências de frequentadores.

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Priscila Rossiter Sperança Such

                                                            Priscila Rossiter Sperança Such

Inaugurada há 56 anos, Brasília não se estagnou. Continua sendo (re) construída. E esta é a esperança que anima não só seus habitantes, mas todos os brasileiros. Considerada um lugar diferenciado, em termos de elevados índices de qualidade de vida, concentra, por outro lado, os maiores índices de desigualdade do país.

Palco central da combalida política nacional, vem se diversificando culturalmente e se tornando um espaço de celebração da diversidade e de manifestações democráticas, até aqui, na sua grande maioria, pacíficas.

Neste aniversário da capital do país, precisamos lutar pelo seu fortalecimento como um espaço aberto e acolhedor, inovador e democrático.  Continuemos a construí-la como uma cidade agradável para se ver, conviver e sonhar uma vida mais justa e sustentável.

Paulo Whitaker - Reuters

Paulo Whitaker – Reuters

Vivemos em um mundo de muros e fronteiras. Após a queda do Muro de Berlim, 27 outros muros e cercas foram erguidos ao redor do mundo. As fronteiras marcam os limites, mas também conectam diferentes regiões nos territórios, simbólica ou literalmente. Os muros os separam. Podemos atravessar fronteiras; ir e vir.

Os muros nos impedem de ver e perceber o outro lado. Eles nos “protegem”, mantêm preservados o “poder” de nossas crenças, nossa “cultura”. Entretanto, nos impedem de ter acesso a perspectivas e valores diferentes. E o que é pior, eles nos empobrecem; representam as diferenças como ameaças instransponíveis. Leia o resto deste post »

Mulheres_Maria Objetiva_CC BY-SA

Mulheres_Maria Objetiva_CC BY-SA

Após uma década de realização do ranking global sobre paridade de gênero elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa um incômodo 85º.  lugar na edição 2015 (http://reports.weforum.org/global-gender-gap-report-2015/economies/#economy=BRA), entre os 145 países pesquisados. Estamos muito distantes dos melhores posicionados no ranking, como Islândia, Noruega, Finlândia, Suécia e Irlanda, que eliminaram mais de 80% das suas disparidades de gênero.

Na América Latina, ficamos atrás da Bolívia, Barbados, Chile, Cuba, Equador, Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, México, dentre outros países.

Na avaliação, os pontos fortes do País estão na educação e na saúde. De fato, o Brasil está entre os únicos 10 países pesquisados (Austria, Bahamas, Brasil, França, Finlândia, Guiana, Letônia, Lesoto, Nicarágua, e Namíbia) que eliminaram 100% de disparidades em ambas as áreas. Como pontos fracos, porém, estão a participação econômica e o empoderamento político das mulheres brasileiras. Leia o resto deste post »

priscila rossiter

                                                                       priscila rossiter

Finalmente, acabou o carnaval. O ano começa para valer. A economia, a política e, inevitavelmente, a situação de vida de grande parte dos brasileiros, estavam em compasso de espera. Parece incrível, mas é assim mesmo em nosso país.

Vamos encarar o ano. E, mais uma vez, nos agarrar na esperança de que conseguiremos ultrapassar os caminhos sombrios que ora atravessamos.

diego figueiredo - chuva no sertão                                                         Diego Figueiredo

O Brasil foi palco de uma conjunção lamentável de problemas e chegou – tomando emprestado um termo da crise hídrica – ao seu “volume morto” em 2015. Podemos escolher uma crise: política, econômica, na saúde, na gestão pública, educacional, ambiental ou de corrupção sistêmica em níveis inimagináveis. Todas eclodiram.

Neste contexto, após as últimas duas décadas embaladas pela maior estabilidade econômica e o processo de inclusão social, nossas ilusões de finalmente termos alcançado um patamar de desenvolvimento duradouro foram perdidas. Mas, pior, é que nossas esperanças tenham sido tão esgarçadas. Janelas e portas de oportunidades se abriram no cenário nacional e internacional e não soubemos aproveitá-las estrategicamente. Agora, sem termos tido os investimentos estruturais necessários – na educação, na infraestrutura, na ciência e tecnologia, na modernização da máquina pública – vemos a condição de potência emergente seriamente ameaçada. O B dos BRICS, alvo de muitas expectativas internacionais, passou à situação de economia gigante e frágil, sobre a qual agora pairam sérias desconfianças.

Ainda ecoam as palavras que ouvi há cerca de um mês de uma autoridade britânica, em uma reunião em Brasília, de que o pessimismo era algo contagioso e que externamente a nossa imagem não era tão negativa assim. A despeito dessas palavras de um outsider, que tentava levantar o moral de uma audiência majoritariamente brasileira, o fato é que vivemos um ano que representou um desafio imenso à nossa capacidade de acreditar que dias melhores virão.

Às vésperas de um novo ano do calendário, teremos que ser heróis da resistência cultural. Precisaremos continuar firmes fazendo a nossa parte como cidadãos, cobrando medidas e construindo soluções, para que um dia, quem sabe em um futuro não tão distante, volte a “chover” nesta terra, para o bem de nossos filhos e netos. Que Deus nos ajude e que tenhamos saúde, coragem e disposição para o novo. Feliz 2016!

Christophe Simon

                                                         Christophe Simon

O mês de novembro vai ficar tristemente marcado pelo maior desastre ambiental do país, em toda a sua história. A barragem de rejeitos minerais da empresa Samarco, joint-venture da Vale e da anglo-australiana BHP Billiton, que estourou, inundando de lama tóxica toda a região de Mariana, em Minas Gerais, chegou ao Rio Doce e deixou um rastro de destruição humana, social, econômica e ambiental de proporções imensas.

Estima-se que até o momento foram 260 mil pessoas diretamente afetadas, 1.500 produtores rurais, dos quais 90% trabalham em regime de agricultura familiar. Vitimado pelo desastre, o Rio Doce, com 853 quilômetros de extensão espalhados por 222 municípios de Minas Gerais e o Espírito Santo, com uma população de mais de 3 milhões de habitantes que depende fortemente do rio para o abastecimento de água, se transformou em um mar de lama e rejeitos. De acordo com muitos ambientalistas, o rio foi morto.

Gabriela Bilo - Estadão

                                                     Gabriela Bilo – Estadão

Ecossistemas foram afetados e ainda não se sabe com precisão os impactos causados pela tragédia sobre os solos, a vegetação, as águas, a vida animal, com reflexos diretos na subsistência das populações atingidas.  E o ecossistema empreendedor da região? Leia o resto deste post »

Em comemoração ao Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, em 5 de outubro, foi deflagrada pelo Sebrae uma campanha nacional bem interessante, o Movimento Compre do Pequeno Negócio, com o objetivo de incentivar e fortalecer os pequenos negócios no seu dia a dia.

Lembrei-me imediatamente de uma visita que fiz em 2013 a Durham, uma linda e pequena cidade no nordeste da Inglaterra, sede de uma universidade muito antiga e respeitada, quando ficamos conhecendo uma iniciativa, a Totally Locally (Totalmente Localmente).

Raissa Rossiter

Raissa Rossiter

Muitos eventos e diversas iniciativas, como ofertas sazonais e festivais, fazem parte do movimento Totally Locally, que tem um objetivo muito semelhante à campanha do Sebrae, porém com duas diferenças fundamentais. Leia o resto deste post »

marcos vicentti

marcos vicentti

No Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, desejo homenagear os milhões de empreendedores dos pequenos negócios brasileiros. Com sua incrível capacidade de gerar empregos e contribuir para o desenvolvimento local, o segmento passou – para alegria de todos que, como eu, abraçaram essa causa há muitos anos – a ser alvo de políticas públicas diferenciadas. Acompanhando esse cenário de mudanças favoráveis, trabalhar com pequenos negócios e com empreendedorismo, uma atividade antes pouco compreendida pelas pessoas, ganhou uma maior visibilidade e adesão na sociedade.

As mulheres empreendedoras, em meio a um contexto mais favorável aos pequenos negócios, estão ocupando um espaço cada vez mais relevante. Já lideram a abertura de maior parte dos novos negócios no país, à frente de 52% dos empreendimentos com três anos ou menos.

Portanto, neste dia que marca muitas conquistas e avanços, quero reconhecer todos que acreditam, apoiam e lideram os pequenos negócios brasileiros na pessoa da empreendedora Kelly Katiane. Ela é cabeleireira, dona de um salão de beleza no Acre, e aparece na foto lavando o cabelo de uma cliente na canoa, em plena situação de calamidade pública por conta da enchente do rio Acre, em Rio Branco, em março passado. A história de Kelly Katiane ganhou notoriedade em matérias online com essa inusitada imagem que, por si só, mostra de forma eloquente como a capacidade empreendedora pode ir mais longe, diante de obstáculos e desafios.

Muito se fala da importância de empreendimentos inovadores, quase sempre tomando como referência o uso de tecnologias. A emblemática história de Kelly Katiane desmistifica essa noção, mostrando o potencial do empreendedorismo feminino, e que é possível, mesmo para um empreendimento tão pequeno, com tão poucos recursos financeiros, fazer inovação com baixos investimentos, porém com altas doses de coragem, criatividade, iniciativa, senso de oportunidade e ousadia. Quantas “Kelly Katianes” estarão fazendo a diferença em suas comunidades? Tenho convicção que muitas. Como poderemos ajudá-las a irem mais longe ainda?

plan.org.br

plan.org.br

Que notícia promissora! Duas adolescentes brasileiras, Irlane e Luiza, ambas de 17 anos, foram escolhidas por meio do Projeto Essa é a Minha Vez!, da ONG britânica Plan International no Brasil  (https://plan.org.br/node/1934), para representar as meninas brasileiras na Assembléia Geral da ONU, no mês de setembro.

Irlane (maranhense, de saia estampada, à direita na foto) e Luiza (carioca, de calça preta, à esquerda na foto) escreveram, com a participação de muitas outras meninas do país, a Declaração das Meninas do Brasil. Farão a apresentação dessas demandas e propostas aos líderes globais presentes à reunião da ONU. Elas estão aprendendo, na prática, como serem mais engajadas, propositivas e empoderadas. Esperam contribuir para o alcance dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.

Sendo mãe de uma garota da mesma idade, que também luta pelo que sonha e acredita, fico imensamente feliz e esperançosa por ver histórias de meninas assumindo seu espaço, sua vez e sua voz. Há poucos anos, tivemos o contundente exemplo de Malala, ativista paquistanesa e ganhadora do Nobel da Paz, que não se curvou à intolerância dos talibãs locais, arriscando a própria vida para lutar pelo direito à educação das jovens de sua província. Agora, no Brasil, testemunhamos exemplos como os de Irlane e Luiza. Nem tudo está perdido. É preciso mudar o curso da história de milhões de meninas, aqui no Brasil e globalmente. Só assim teremos novas gerações de mulheres realmente empoderadas, capazes de encarar os imensos desafios para uma sociedade mais respeitosa e com oportunidades iguais entre os gêneros.

Leia, na íntegra, a Declaração das Meninas do Brasil: Leia o resto deste post »

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